sábado, 12 de junho de 2010

Fim do Ano Lectivo

Findo mais um ano e, com ele, a nossa jornada no ensino secudário, pouco há a dizer, que não fazer contas ao feito.
Assim, não nos arrastando, cremos que o trabalho se saldou positivamente, aqui no que toca à Área de Projecto, que apesar de ter dispendido tanto esforço, tanta dedicação, nos trouxe sempre sorrisos. E o facto é que cada trabalhinho, cada pedaço do nosso projecto, nos trazia sempre novas alegrias, sempre nos sentimos vitoriosos.

Deixamos aqui o acesso ao nosso projecto final, o site: ciclar AQUI

Esperamos que gostem, que aprendam, que considerem útil.

Um obrigado especial a toda a nossa turma, os nossos sempre presentes colegas e ao nosso professor, António Fausto.
Fora estes, um agredecimento a todos aqueles que, não especificando, nos ajudaram ao longo de todo este tão longo, mas tão curto ano.

O grupo
ABC da Adolescência

terça-feira, 25 de maio de 2010

Treze por cento dos adolescentes dizem-se vítimas de abuso físico



Faculdade de Medicina do Porto questionou mais de 7500 adolescentes, entre os 15 e os 19 anos, de escolas públicas do país.


24.05.2010 - 07:46 Por Andrea Cunha Freitas

Pode ter sido um insulto na escola ou uma bofetada em casa. Tudo depende do que se entende por violência. Mais de 7500 adolescentes, entre os 15 e os 19 anos, de 16 escolas públicas de todo o país foram inquiridos e 16 por cento afirmaram já ter sido vítimas de abuso emocional, 13 por cento de abuso físico e quase dois por cento de abuso sexual.

As perguntas foram feitas em 2000, mas só agora o trabalho foi publicado. Elisabete Ramos, uma das investigadoras envolvidas no estudo, admite que, passada uma década, os números poderiam ser diferentes, mas não por causa de um aumento da violência. "Tenho algumas dúvidas sobre se os números mudaram ou se o que mudou foi a visibilidade deste fenómeno da violência", argumenta.

"Alguma vez foste vítima de violência física?" era apenas uma das muitas questões colocadas aos jovens no inquérito anónimo realizado na sala de aula. As respostas dos adolescentes permitiram concluir que o tipo de violência mais referido foi a violência emocional. Possivelmente confirmando as expectativas, os rapazes (sobretudo os mais novos) revelaram estar mais presentes em lutas físicas (13,6 por cento versus 3,6 por cento do lado feminino) e queixaram-se mais do que as raparigas de abusos físicos (19,5 por cento versus 7,5 por cento).

A prevalência nas "queixas" de violência emocional e sexual é similar entre rapazes e raparigas. Da leitura dos dados é possível perceber que, à medida que vão ficando mais velhos, os adolescentes envolvem-se menos em lutas físicas, mas reportam mais situações de abuso emocional. "Talvez isto se verifique porque vão tendo uma percepção diferente do que pode ser violência emocional. Quanto mais velho, mais entende que algumas coisas são abuso", explica a investigadora Elisabete Ramos, usando o mesmo argumento para explicar os números mais elevados de relatos de abuso emocional e físico nos adolescentes com famílias mais escolarizadas.

Ainda neste campo, o trabalho mostra que, nas raparigas, as probabilidades de serem vítimas de abuso emocional aumentam quando se encontram inseridas em famílias com maior grau de instrução. O estudo confirmou ainda que o consumo de tabaco e cannabis está associado a todos os tipos de violência em ambos os sexos e não detectou diferenças entre as regiões do país nas prevalências dos vários tipos de abuso. Uma das maiores surpresas foi a ausência de diferenças claras entre os dois géneros no abuso emocional. "O que podíamos supor à partida é que teríamos mais nas mulheres."

Decréscimo do bullying

Além da obtenção de dados sobre a violência física, emocional e sexual, o trabalho dos investigadores da Faculdade de Medicina e do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto quis verificar outras questões como a relação da violência com a religião e com as características socieconómicas da família, entre outras. "Estas questões da violência são extremamente difíceis de medir. Não é como o colesterol ou a glicose. A informação que recolhemos depende da percepção que as pessoas têm sobre o assunto", explica Elisabete Ramos, do Serviço de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina do Porto, que justifica o atraso de dez anos na divulgação dos dados com "problemas no tratamento da informação".

Ainda do lado das eventuais limitações de um trabalho deste género, a investigadora salvaguarda que é preciso ter em atenção o número de questões colocadas e o tempo que demora o inquérito. É que, quando os investigadores abusam da paciência dos inquiridos, há muitas probabilidades de terem mais desistências ou recusas em participar. Assim - e tendo em conta que o objectivo do estudo era analisar os factores sociais e comportamentais da violência dos adolescentes -, o estudo acaba por não explorar com profundidade o tipo de violência que é denunciado. Não é possível saber, por isso, qual a gravidade do abuso. Assim como não conseguimos perceber quantos agressores poderemos ter entre as vítimas e onde aconteceu o alegado acto de violência. "Não tratamos esses aspectos no estudo. As respostas incluem tudo o que é violência, tudo o que eles entenderam como violência", diz Elisabete Ramos.

Porém, consciente da mediatização do fenómeno do bullying, a investigadora nota que os mais recentes estudos internacionais referem um decréscimo deste tipo de violência. "Quando olhamos, vemos", refere para justificar a percepção que pode existir sobre um aumento na ocorrência do fenómeno.

Sobre o facto de não se separar as águas entre a violência que acontece na escola e fora dela, a investigadora não hesita: "A principal determinante é estar a viver um ambiente de violência. Não há um muro que separa uma violência da outra. Toda a violência se relaciona entre si. Geralmente, o que se nota é um arrastar do comportamento de um ambiente para o outro. Ser vítima num ambiente vai condicionar o comportamento no outro ambiente." Elisabete Ramos defende a necessidade de se investigar mais e melhor sobre este fenómeno, mas nota que é preciso que "não se misturem objectivos". "Temos de perceber bem à partida o que queremos estudar", defende. Saber como estão hoje os jovens inquiridos em 2000 é impossível, uma vez que a participação foi anónima. Mas, conclui a investigadora, "seria interessante repetir o estudo, com a mesma metodologia e as mesmas questões".

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Actividade Extra aula

No dia 18 de Maio as alunas Ana Sofia, Filomena e Cláudia juntaram-se com o intuito de realizar o percurso do Peddy-Paper e para definir os pontos essenciais para a actividade.
Esta actividade revelou-se bastante criativa e ao mesmo tempo divertida.

terça-feira, 11 de maio de 2010

"Aluno suspeito de agredir funcionária"


Escola de Montemor-o-Velho está a investigar o ocorrido, dado que existem duas versões contraditórias
A escola secundária de Montemor-o-Velho vai abrir um inquérito para avaliar a alegada agressão de um aluno de 17 anos a uma funcionária, ocorrida esta sexta-feira, existindo versões contraditórias do sucedido.
O jovem de 17 anos, aluno do 11.º ano, foi mandado sair da sala da sala por uma professora e, de acordo com uma das versões, terá empurrado a funcionária, que caiu e se magoou numa perna.
Na outra versão terá sido a funcionária que, após puxar o jovem, ao largar-lhe o braço desequilibrou-se e caiu.
«Que a funcionária que foi à sala caiu é verdade, mas, nesta fase, não temos dados muito conclusivos sobre o que realmente aconteceu, há duas versões», disse à Lusa a presidente da comissão administrativa do agrupamento de escolas de Montemor-o-Velho, Isabel Verão.
A responsável do estabelecimento de ensino frisou que a funcionária, na casa dos 60 anos, ficou dorida após a queda, «mas não ferida».
A direcção da escola já ouviu o aluno e vai ouvir a funcionária, a professora e os colegas de turma do jovem para avaliar o sucedido.
«Queremos saber todos os pormenores daquilo que aconteceu. Vamos naturalmente proceder a um inquérito no âmbito do regulamento interno», afirmou Isabel Verão, acrescentando que, dependendo das conclusões do inquérito, o caso poderá vir a ser comunicado às autoridades.


23-04-2010

"Aluno de 14 anos fechado numa sala por mau comportamento"


A escola diz que não tem outra solução, a bem do normal funcionamento da sala de aula

Quando a escola vira uma prisão. É assim que a Secundária de Vila Nova de Paiva, no distrito de Viseu, é vista por alguns. Um aluno de 14 anos é sucessivamente trancado numa sala por mau comportamento, revela o DN.
Uma funcionária conta ao jornal que, na segunda-feira, o rapaz esteve de castigo e «desesperou tanto que se fartou de gritar e bater com a cabeça nas paredes da sala. Meteu dó». Não foi uma situação isolada. «Passa grande parte dos dias fechado, sozinho», adianta a fonte.
O presidente executivo da escola, António Taveira, confirma que os dias deste aluno são diferentes dos dias dos outros alunos por «não ter outra solução». O rapaz é «rebelde e indisciplinado e não deixa os colegas de turma aprenderem».
O desespero da direcção da escola não é compreendido pela Comissão Nacional de Protecção de Jovens em Risco (CNPJ) e Confederação Nacional de Pais (Confap).
Muito crítico, Albino Almeida, da Confap, acusa a escola de «não proteger os interesses da criança» e vai ao ponto de considerar que o estabelecimento de ensino não pode «pisar os direitos de cidadania de um menor». Armando Leandro, da CNPJ, vai averiguar o caso.
A denúncia foi feita pela irmã do aluno, que também estuda na Secundária de Vila Nova de Paiva. O adolescente vive com a irmã e o padrasto, que assume «não conhecer os problemas». A mãe está emigrada.

07-05-2010

terça-feira, 20 de abril de 2010

Jovem actor preso por tráfico de droga


O jovem actor Tiago Fernandes, que já participou em diversas telenovelas e séries televisivas em Portugal, foi preso por alegado envolvimento em tráfico de drogas. A notícia é avançada pelo Correio da Manhã


Liberdade 21, Floribella, Anjo Selvagem, Super Pai e Médico de Família são alguns dos programas em que Tiago Fernandes participou, mas o actor estará agora envolvido num enredo bem mais perigoso.

Segundo o Correio da Manhã, Tiago Fernandes foi preso por alegadamente dirigir um negócio de tráfico de droga nas Olaias, em Lisboa, vendendo e colocando gente nas ruas para venderem heroína e cocaína.

O mesmo actor havia, aos 12 anos, protagonizado uma história violenta, mas nessa altura como vítima, ao ser atacado por um cão de raça pit bull enraivecido no Alto do Pina, na capital.

11/04/2010

Grupo de alunos ataca adolescente a murro e a pontapé no recinto desportivo


02 Abril 2010 - 00h30

Troca de piropos acaba em agressão na escola

Uma troca de ofensas verbais entre um rapaz e uma rapariga acabou da pior forma na Escola Básica 2,3 Gualdim Pais, em Tomar. O namorado da adolescente não gostou, juntou um grupo de sete amigos e agrediu a vítima, de 14 anos, no recinto desportivo do estabelecimento de ensino.


"O meu filho está todo pisado por dentro, dos murros e pontapés que lhe deram", queixou-se ontem a mãe do menor, pedindo para não ser identificada. O caso, registado a 19 de Março, foi comunicado à PSP e a mulher pretende seguir para tribunal para ser ressarcida dos prejuízos com a assistência médica.

Maria Luísa Oliveira, directora do Agrupamento Gualdim Pais, lamenta o sucedido, realçando que se tratou de "um conflito emocional" que os alunos "não souberam gerir da melhor forma".

Droga apreendida em festival de estudantes


08/04/2010

Sete detidos e dezenas de doses de haxixe e cannabis, além de pastilhas de “ecstasy”, apreendidas é o saldo do primeiro dia do Festival Nacional de Estudantes, que começou anteontem em Gouveia.

Na segunda-feira, a GNR local apanhou quatro jovens, com idades entre os 16 e 19 anos, com 190 doses de haxixe, 10 de cannabis e cerca de 50 pastilhas de “ecstasy” durante uma acção de fiscalização aos acessos do evento. Os detidos foram indiciados por posse e suspeita de tráfico de estupefacientes. As autoridades identificaram ainda 18 estudantes por posse de droga, tendo remetido os respectivos autos de contra-ordenação para a Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência.

A sétima edição do Festival Nacional de Estudantes do Secundário decorre no Parque da Senhora dos Verdes até sexta-feira. A organização espera juntar cerca de cinco mil jovens de todo o país para os quais tem programadas actividades desportivas e culturais.

terça-feira, 16 de março de 2010

Relatório Kinsey

Nas lições 87/88 e 89/90, o professor António Fausto mostrou-nos o filme "Relatório Kinsey", gentilmente cedido pelo nosso colega Denis Gächter. Este filme, baseado na história de vida verídica de Alfred Kinsey, que decidiu aventurar-se no estudo dos comportamentos sexuais dos americanos. Numa sociedade tão tradicional como aquela (o filme passa-se na década de 50), este tema tabu era algo, em que até pensar trazia sentimentos de culpa e frustração. Aqui colocamos um excerto de uma parte que nos parece interessante na percepção de quão atrasada era a mentalidade de então, e dos mitos em que se acreditavam. O facto, porém, é que apesar do avançar dos tempos, muitas destas (e de outras) supostas verdades, continuam a percorrer dos nossos dias, prevalencendo intocáveis. É urgente aprender. É necessário mudar.

Jovem de 18 anos asfixia filha bebé


12 Março 2010

"São Pedro do Sul: Depois de matar a recém-nascida abandonou-a no mato
Jovem de 18 anos asfixia filha bebé

Corpo foi colocado dentro de um saco do lixo e estava embrulhado em roupas, toalhas e tapetes. Foi descoberto por uma mulher que apanhava lenha.


'Sónia’ (nome fictício), de 18 anos, escondeu a gravidez durante os nove meses. Teve a filha sozinha, em casa, em São Pedro do Sul, e depois matou a bebé. A autópsia não é clara, mas tudo indica que a recém--nascida terá sido asfixiada com o cordão umbilical. A bebé foi encontrada junto a um rio, embrulhada num saco de plástico próprio para lixo e estava envolta em vestuário feminino, toalhas e tapetes. Junto ao corpo estavam os restos da placenta.

A jovem foi ouvida pelas autoridades e libertada porque o crime que cometeu não prevê prisão preventiva. Mostrou arrependimento e estava assustada. É suspeita de infanticídio e ocultação de cadáver.

O caso remonta a Dezembro do ano passado, mas só agora foi esclarecido. O corpo foi encontrado por uma mulher que apanhava lenha numa zona de mato pouco movimentada. 'Estava envolvido em toalhas e numa manta, num saco de plástico', referiu ao CM uma fonte da GNR.

Não foi muito difícil às autoridades policiais chegarem à jovem, tanto mais que ela reside não muito longe do local onde escondeu o corpo da filha. No entanto, a suspeita antecipou-se à investigação e, quarta-feira de manhã, apresentou-se no posto da GNR de São Pedro do Sul, onde confessou os actos. 'Estava muito assustada e desorientada e só quis falar com o comandante de posto', adiantou a fonte. A jovem foi sujeita a perícias médicas no Hospital de São Teotónio, em Viseu, cujos resultados foram cruzados com os exames da autópsia ao bebé."

in Correio da Manhã Online

sexta-feira, 5 de março de 2010

BULLYNG NAS ESCOLAS LEVA A SUICÍDIO


"Criança que se lançou ao rio Tua era há algum tempo agredida verbal e fisicamente"


Foi instaurado um inquérito sobre o caso de suicídio de uma criança de 12 anos em Mirandela. Colegas e familiares afirmam que o aluno era uma vítima de outros estudantes e até já identificaram os agressores.



O conselho executivo da Escola Luciano Cordeiro, em Mirandela, recusa-se a fazer qualquer tipo de comentário ou a prestar declarações sobre a possibilidade de Leandro, a criança de 12 anos que anteontem se lançou ao rio Tua depois de ter sido agredido por colegas, ser vítima de bullying. "Não há ninguém disponível para falar com jornalistas", avisou uma funcionária da escola.

Foi o presidente da Associação de Pais, José António Ferreira, que informou que a escola e a própria Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) já tinham instaurado um inquérito para apurar o que aconteceu dentro daquele estabelecimento escolar e para averiguar a possibilidade do rapaz ser vítima de bullying, como alguns colegas e familiares afirmam.

A avó do Leandro, Zélia Morais, disse ao jornal A Voz do Nordeste que, com alguma frequência, o jovem era agredido verbal e fisicamente, relatando que há cerca de um ano chegou a ser hospitalizado, após ser agredido por colegas de escola, fora daquele estabelecimento. "Bateram-lhe ao pé da estação", conta, e como consequência ficou uma noite internado no Hospital de Mirandela.

José António Ferreira assegura que não há registo de casos de bullying naquela escola e que a criança em causa não está sinalizada. Mas Zélia Morais acrescenta que a mãe do Leandro chegou a ir várias vezes à escola. "Sempre a atendiam muito bem mas depois não faziam nada, como não fizeram", desabafou.

Nesta terça-feira um colega de turma presenciou a agressão: "Foi um rapaz e uma rapariga, namorados, bateram-lhe e ele ficou a chorar", disse, desconhecendo as razões que levaram "os grandes", com 14 ou 15 anos, a agredir o Leandro. "Batiam-lhe às vezes", continuou.

Agresssores identificados

Os supostos agressores já foram identificados e estão a ser acompanhados por um psicólogo na própria escola. Os colegas de turma ontem só tiveram aulas no período da manhã e alguns aproveitaram a tarde para ir espreitar ao rio, acompanhar as buscas e tentar saber se já tinham encontrado o amigo. Alguns não querem falar, outros, sem reservas, confirmam que há um grupo "de três ou quatro" estudantes mais velhos que gosta de se meter com os mais pequenos. Uma versão confirmada por um primo mais velho de Leandro. "É verdade que lhe batiam. Quando eu via, defendia-o", disse. Este jovem acompanhou os últimos momentos de ira do Leandro que, na terça-feira, faltou à aula de Inglês, a última da manhã, e saiu disparado da escola a anunciar que se ia atirar ao rio. "Já queria atirar-se da ponte, eu é que peguei nele", conta, enquanto mexia energicamente as mãos, mostrando algum nervosismo. "Depois desceu pelas escadas, foi ali para o parque de merendas e de repente tirou a roupa e meteu-se na água. Nós vimo-lo a levantar os braços e depois já ia lá em baixo", disse, explicando depois que a correnteza da água depressa afastou das margens o corpo frágil do rapaz.

Três primos e o irmão gémeo do Leandro assistiram a tudo, enquanto gritavam desesperadamente e algumas pessoas que passavam àquela hora na ponte chamaram de imediato os bombeiros.

Leandro frequentava o 6.º ano, o irmão gémeo frequenta o 5.º ano, razão pela qual nem sempre estavam juntos, o que deixava o Leandro, mais tímido e reservado, numa situação de maior fragilidade.

A Coordenadora do Programa de Saúde Escolar do distrito, Manuela Santos, diz que um estudo realizado em 2009, em coordenação com a Universidade do Minho, revela que o fenómeno do bullying existe em todas as escolas da região. "Fizemos inquéritos a 3891 crianças do 1.º ao 6.º ano. Na Luciano Cordeiro 11% das crianças inquiridas afirmaram que já tinham sido vítimas de agressão por parte dos colegas três ou mais vezes".

Graça Caldeiras, a mãe de uma criança de 10 anos que frequenta aquela escola confirmou esta realidade, queixando-se à agência Lusa que o filho está a ser vítima de agressões por parte de colegas, motivo pelo qual a criança se recusa a ir à escola e está a ser medicada e acompanhada por um psicólogo. Ontem mesmo Graça Caldeiras disse que não foi trabalhar para acompanhar o filho em mais uma consulta no psicólogo que conseguiu arranjar no centro de saúde, já que "a psicóloga da escola não tinha tempo para o atender".

terça-feira, 2 de março de 2010

Forúm

Vagueando pela internet, deparamo-nos com um forúm, em que adolescentes grávidas se davam a conhecer, e onde partilhavam as suas dúvidas, medos, receios e confusões... Se tiverem interesse em visitar, deixamos aqui olink: CLICA AQUI

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

No dia 18 de Fevereiro de 2010, terça-feira, o grupo dirigiu-se a Alcobaça para visitar o Centro de Tratamento Villa Ramadas.
Partimos de Oliveira de Frades, por volta do meio dia, e chegamos ao destino depois das 14:40h (10minutos de atraso :s).
Depois de uma viagem tão atribulada como a nossa, dividida entre paragens para casa de banho, um carro que não pegava, estarmos perdidos no meio da pequena (mas muiiito confusa) vila de Alcobaça, e sermos guiados pelos senhores polícias (que infelizmente, sabiam menos que nós), há que admitir que chegar ao Villa Ramadas foi como que chegar ao paraíso.
Apesar de, na chegada, termos também problemas, uma vez que não encontrávamos a entrada, lá conseguimos, FINALMENTE, iniciar a nossa breve jornada.
Reunimo-nos num círculo e começamos a ouvir relatos de vidas, de passados dolorosos. Estavam perante nós 8 adictos (com adições como o álcool, a droga, a anorexia/bulimia, a auto-mutilação, a depressão, o isolamento, …) que remexiam no seu passado e nos seus erros, e ao mesmo tempo que nos davam grandes lições de vida e força de vontade, reforçavam, para si próprios, a importância do tratamento por que estavam a passar.
Emocionamo-nos, de facto, com as descrições das vivências daquelas pessoas: pessoas que, por vezes sem motivo aparente, se deixavam cair numa tentação, deixando-se ir até ao fundo do poço.
A citar, apontamos o exemplo de M., uma adolescente que havia perdido os pais, ainda muito nova, devido às toxicodependências. Sentindo-se desde sempre uma criança inferior, M. começou a dedicar-se à ginástica acrobática de competição. Daí começou a sua obsessão com o peso: cada vez que se pesava, M. tinha de ter perdido um quilo, pelo menos, em relação à última. A anorexia levou-a a mentir aos familiares e amigos. Passou depois à bulimia, ao álcool, à droga, à auto-mutilação… Já no centro, M. não aguentou e provocou o vómito. Depois de o fazer, ficou a sentir-se mal o que, para agravar a situação, a levou a auto-mutilar-se, utilizando um corta-unhas. Segundo ela, as dores psicológicas que sentia, não eram suficientes. Precisava de, de certo modo, castigar-se, pelo que havia feito.
Ouvimos também S., adolescente, que se havia isolado do mundo, trancando-se literalmente em casa, no seu quarto. S. sempre havia sofrido complexos, nomeadamente com o seu corpo, e sempre havia sido bastante tímida. Os complexos provocavam-lhe uma forte obsessão por emagrecer o que, aliás, a fez inscrever-se num ginásio, onde o seu “personal trainer” se fazia a ela. Ela disse, aliás, que a situação ia ficando extremamente grave (como S. se encontrava ainda numa fase de tratamento anterior à dos restantes testemunhos, era ainda para ela, bastante difícil falar, pelo que não adiantou nem especificou mais nada).
A par destes, ouvimos A., que influenciada pelo seu grupo de amigas, que decidiram fazer dieta em conjunto, começou também a fazer dieta, o que acabou por levá-la a uma obsessão por doces, chocolates e afins, que comia desenfreadamente, para imediato vomitar tudo. Acrescentou que a sua adição era de tal modo forte que chegava a gastar 100€ em doces, que comia de uma única vez. A. apresentava-se, na reunião, num estado chocante. Estava extremamente magra.
Ouvimos também A., alcoólico em recuperação que estava já gravemente doente, devido ao excesso de álcool e, até então (até à entrada em Villa Ramadas) respondia simplesmente, a quem se preocupava com ele e dizia que seria melhor proceder a tratamento, um mero e duro “Eu é que sei”; E. e K., ex-toxicodependentes que haviam sofrido bastante devido ao vício que os prendia (E. relembrou uma frase que a sua mãe lhe disse então: “Tu não és o filho que eu pari”.); N., que após concluir, com grande proveito, o seu curso superior, publicou uma obra e acabou enganado, sendo que não recebeu mérito ou lucro algum e J., alcoólica também em recuperação.
Afirmou-se que, ao entrar em Villa Ramadas, era precisa livre vontade, sendo que, aliás, cada um dos pacientes assinava um documento em que declarava que se entregava ao tratamento por vontade, desejo e intenção própria.
Os princípios fundamentais em que Villa Ramadas se baseia, ficámos a saber, são a Humildade e a Fé. É preciso ser-se humilde ao ponto de se entregar aos outros, percebendo-se como ser igual aos outros, nunca superior, partilhando com eles as suas vivências e ouvindo-os, apoiando-nos. É também preciso ter-se fé: acreditar, crer que há uma solução, há sempre solução e resposta, mesmo quando caímos no fundo do poço. É essencial que se mantenha a esperança viva de que há outro mundo, melhor, onde podem voltar a ser felizes, deixando adições.
Em relação ao tratamento, soubemos que se baseia no “Programa de Doze Passos”. Ao ouvir a própria história, o próprio “nascimento” deste programa, ficamos bastante impressionadas. Basicamente, podemos acrescentar que foi criado por dois americanos, adictos (alcoólicos) que, sentindo-se já sem esperança, doentes, incapazes, se cruzaram, ao acaso, num dos imensos hospitais por que passaram, na tentativa de abandonar a sua adicção. Ficando juntos no mesmo quarto, começaram a falar e daí percebem que, conversando um com o outro, e partilhando os seus sentimentos, angústias, dores, esquecem ou, de certo modo, aliviam a sua vontade de beber. Este tratamento que, inicialmente, servia apenas para adictos pelo álcool, acabou por estender-se às várias dependências. Para mais informações sobre este podes, entre outros, aceder à Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_de_12_passos).
Algo que não podemos deixar de citar, uma vez que, sem dúvidas e unanimemente nos impressionou imenso, foi aquilo a que chamam “Jardim do Passado”: ao darem por concluído o seu tratamento, os pacientes podem deixar nesse “jardim” algo que simbolize o que lutaram, e no fundo, o passado, ao qual não vão regressar. Pode ser um objecto, uma escultura, uma árvore plantada… Algo que, de certo modo, representa uma nova vida.
No que toca às instalações, Villa Ramadas está extremamente bem-servido, sendo possível conjugar o bem-estar físico com o psicológico, sempre rodeado pela natureza.
Foi, portanto, sem dúvida, uma visita extremamente proveitosa e que gostaríamos, certamente, de repetir. Aos testemunhos, aplaudimos a coragem e força de vontade e desejamos, com toda a nossa força, boa sorte.

Até uma próxima,

ABC da Adolescência

Fotografias da visita ao Centro de Tratamento Internacional Villa Ramadas

Notícia: Programa "Cuida-te"







Projecto Cuida-te não se limita a distribuir preservativos
Programa apresentou ontem, no Porto, a primeira carrinha de aconselhamento a jovens
Ontem

LEONOR PAIVA WATSON

O Programa "Cuida-te", do Instituto Português da Juventude, apresentou ontem, quarta-feira, a primeira unidade móvel, no Porto. O projecto visa - além das cinco unidades que andarão, de Norte a Sul, perto das escolas - alargar o âmbito dos Gabinetes de Saúde juvenil do IPJ.
A iniciativa - que tanta celeuma levantou quando se falou da hipótese de as unidades móveis realizarem testes do VIH ou distribuírem preservativos pelos mais jovens - tem como grande objectivo a promoção de estilos de vida saudáveis por parte da juventude, através de cinco medidas que vão além das unidades móveis. "Reduzir um projecto destes à distribuição de preservativos ou à realização de testes de Sida não faz sentido algum", disse, ao JN, Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e do Desporto.
"De qualquer forma, nas carrinhas estarão profissionais de saúde. Farão o que entenderem que é o melhor para cada jovem. Funcionarão como uma unidade de saúde", atalhou Luís Alves, vice-presidente do IPJ, acrescentando que esta é "uma polémica chegou com 30 anos de atraso".
O projecto é , de facto, bastante amplo e visa, essencialmente, aconselhar os mais jovens - tanto nos gabinetes de saúde do IPJ como nas unidades móveis - sobre saúde reprodutiva, consumos nocivos (álcool, drogas), e nutrição e exercício físico.
O "Cuida-te" tem cinco medidas de actuação, sendo elas, as unidades móveis, que se deslocam às escolas para realizar o atendimento e encaminhamento dos jovens e realizar acções de sensibilização; as acções de formação sobre temas relativos aos mais jovens ; o Teatro-debate, que promove acções de teatro relacionadas com a promoção da saúde; os gabinetes de saúde dentro das várias instalações do IPJ, que fazem o atendimento e aconselhamento; e o apoio financeiro a projectos dirigidos para a promoção da saúde dos Jovens.
"Percebemos que os jovens se sentiam menos constrangidos em vir aos gabinetes de saúde do IPJ. Decidimos por isso dar um impulso a estes gabinetes, bem como à criação de unidades móveis. A nossa ideia é estarmos mais perto dos jovens, é poder aconselhar e prevenir certos comportamentos", explicou Laurentino Dias.
Foi ontem apresentada umas das cinco carrinhas que circulará no Norte. As restantes cinco circularão pelo Centro, por Lisboa e Vale do Tejo, pelo Alentejo e pelo Algarve. "Irão onde for preciso. Sempre que sejam solicitadas por qualquer escola, irão", pormenorizou Laurentino Dias.
"Este é um programa de saúde juvenil e o que pretendemos é dar respostas aos jovens", disse Luís Alves, do IPJ.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010



"Abraça a Vida"-Este livro baseia-se no trabalho que vou desenvolvendo regularmente como Director Terapêutico do Centro Internacional Villa Ramadas e inclui excertos das palestras e workshops ocorridos nos últimos anos em Portugal, Espanha e Grécia com o objectivo de transmitir uma mensagem de Amor e Esperança de que Recuperação Interior é possível.


Prefácio por Maria de Jesus Barroso Soares.


Editado em 2006

Notícia - Lançamento do livro "Abraçar a Vida"


Aliceira - Alcobaça

Villa Ramadas lança livro "Abraça a Vida"
O centro internacional de tratamento Villa Ramadas lançou no dia 11 de Maio, nas suas instalações na Aliceira, Alcobaça, o livro "Abraça a Vida", da autoria de Eduardo da Silva, director geral e terapêutico do centro, com prefácio de Maria Barroso. A cerimónia contou com a presença do autor, de Vítor Gonçalves, em representação do centro e de Maria Barroso,
ex-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.





terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Notícia

in Jornal de Notícias Online

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Actividades extra-aula: Visitas

Ontem, dia 25 de Janeiro de 2010, dirigimo-nos a Viseu, para reuniões marcadas com membros do CRI (Centros de Respostas Integradas) e do IPAF (Instituto de Psicologia Aplicada e Formação).
Nas instalações do CRI, conversamos com a Dra Patrícia Monteira, encarregada pela área de prevenção, e com a Dra. Catarina Durão, directora do CRI de Viseu e coordenadora da área de tratamento.
No IPAF, encontramo-nos com a Dra. Cristina Parada, psicóloga do IPAF.

Aprendemos, de facto, bastante acerca de todos os temas que abordamos.

Posteriormente, serão aqui colocadas as gravações (vídeo/voz) das reuniões.

Desde já agradecemos a disponibilidade de todos os que nos ajudaram.

Twitter

Aqui deixamos o URL directo para a página de twitter do grupo, onde podes deixar as tuas dúvidas, sugestões, ou comentários.

Para aceder, clica AQUI.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Lapso

Conforme já referimos em posts abaixo, temos entrado em contacto com diversas associações, organizações, entidades (psicólogos, enfermeiros, psiquiatras,...).
O contacto é essencialmente feito através de email. Ora surge que, por várias vezes, temos tentado passar os emails aqui para o blog, mas devido a um erro, não temos conseguido.

Pedimos desculpa.
Tentaremos disponibilizá-los o mais depressa possível.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Nos últimos tempos, temos feito bastante trabalho extra-aula: chamadas, emails, requerimentos, entrevistas, pesquisas,...
O esforço tem-se saldado em aspectos positivos, de grande cooperação entre todos os elementos do grupo, e tem-se revelado, antes de mais, uma actividade extremamente proveitosa e interessante.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Actividades extra-aula

Hoje, quarta-feira, dia 6 de Janeiro de 2010, organizamo-nos numa breve reunião de grupo.
Nesta, criámos uma "especie" de calendarização e marcação de tarefas a desenvolver brevemente.
De igual modo, pensamos e anotamos algumas ideias que pensamos serem relevantes ao nosso trabalho.

Posteriormente, dirigimo-nos à Câmara Municipal de Oliveira de Frades, de modo a tratar do transporte para a visita ao centro Villa Ramadas.

Ficou escolhida a última semana de Fevereiro para realização desta visita (ainda sem dia certo -pormenor a acercar com a direcção do centro Villa Ramadas na sexta-feira próxima).

Assim, decidimos também que Sexta-Feira, durante a aula de Área de Projecto, falaremos com a turma para saber se pretendem ir na nossa visita, e se sim, saber se toda a turma aceita.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A sexualidade na adolescência - gravidez precoce

Hoje, aquando de umas pesquisas de grupo, encontramos esta notícia que achamos interessante.

O número de grávidas adolescentes é alucinante: 7000, no ano de 2008. 1200 dessas gravidezes acabaram em aborto. É uma realidade para a qual temos de acordar.

Para ler mais, clicar AQUI.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2º Período

Hoje, dia 4 de Janeiro de 2010, iniciou-se já o 2º Período e, com ele, retomamos o trabalho entretanto em marcha.

Durante o dia de hoje, em trabalho extra-aula, andamos a informar-nos acerca de psicólogos, enfermeiros e a pensar em datas para as palestras que pretendemos desenvolver assim como a visita de estudo ao Centro de Tratamento Internacional Villa Ramadas.